Cardeal Lustiger

O Cardeal Jean-Marie Lustiger, arcebispo emérito de Paris, faleceu no dia 5 de Agosto, um Domingo, aos 80 anos de idade. Apresentava-se como “cardeal, judeu e filho de emigrantes”.
Aarão Lustiger nasceu em Paris em 1926 de pais judeus, duma família vinda da Alta Silésia, na Polónia, da classe dos Lés, os servidores do Templo. «Nós éramos pobres - escreveu o Cardeal- eu não estava vestido como os outros estudantes, mas eu era muitas vezes o primeiro da escola, razão para me tornar mais conhecido». Apesar disso os colegas quando discutiam entre si diziam-lhe: «isto não te diz respeito judeu impuro».
Com a idade de 11 anos conheceu o nazismo na Alemanha. Na casa onde se hospedava encontrou um rapaz da juventude hitleriana que lhe mostrou uma faca dizendo: «No solstício do verão vamos matar todos os judeus». Foi neste período que lhe caiu nas mãos ao frequentar uma biblioteca, a Bíblia, e descobriu o Novo Testamento como o cumprimento do anunciado pelos profetas ao povo de Deus. Leu a bíblia com paixão, mas não o disse a ninguém. Tornou-se cristão mas os seus pais não aceitaram a sua decisão. A mãe levou-o a um rabino para o elucidar, mas por fim diz o religioso a sua mãe: «Não há nada a fazer, deixe-o seguir o seu caminho».
Foi baptizado com 14 anos, escolhendo então os nomes de João e Maria que ajuntou ao de Aarão. No fim da guerra o pai pede em vão a anulação do seu baptismo. A mãe morrera no campo de concentração de Auschwitz.
Como estudante na Sorbone, toma a decisão de ser padre. Com 43 anos é nomeado pároco, tendo como coadjutor o actual arcebispo de Paris Mons. André Vinght-Trois. João Paulo II nomeia-o bispo de Orléans e, no dia da ordenação, seu pai está presente numa cadeira da primeira fila. Após 15 meses é nomeado arcebispo de Paris.
O diálogo com os judeus, foi uma das características do Cardeal Lustiger que, no princípio, o rejeitaram. Com o passar dos anos os sentimentos de desconfiança dos judeus, dão lugar a orgulho deste filho do povo escolhido. Quando o Papa João Paulo II anuncia a sua intenção de fazer um acto de penitência pelas faltas do passado contra os judeus, o que suscitou muitas controvérsias, o cardeal Lustiger apoiou-o discretamente. Ele contribuiu para a organização da viagem do Papa à Terra Santa no ano 2000. O Cardeal procurou dialogar com os judeus ortodoxos.
Para renovar a sua Diocese, o Cardeal interessou-se pela renovação do clero, refazendo o Seminário; com a Escola da Catedral procurou a renovação do laicado, criou a Rádio Notre Dame e investiu na televisão. Para comunicar o seu pensamento e convicções publicava um livro por ano, sendo o mais conhecido e mais traduzido, «Le choix de Dieu», publicado em 1987.
Com a idade de 11 anos conheceu o nazismo na Alemanha. Na casa onde se hospedava encontrou um rapaz da juventude hitleriana que lhe mostrou uma faca dizendo: «No solstício do verão vamos matar todos os judeus». Foi neste período que lhe caiu nas mãos ao frequentar uma biblioteca, a Bíblia, e descobriu o Novo Testamento como o cumprimento do anunciado pelos profetas ao povo de Deus. Leu a bíblia com paixão, mas não o disse a ninguém. Tornou-se cristão mas os seus pais não aceitaram a sua decisão. A mãe levou-o a um rabino para o elucidar, mas por fim diz o religioso a sua mãe: «Não há nada a fazer, deixe-o seguir o seu caminho».
Foi baptizado com 14 anos, escolhendo então os nomes de João e Maria que ajuntou ao de Aarão. No fim da guerra o pai pede em vão a anulação do seu baptismo. A mãe morrera no campo de concentração de Auschwitz.
Como estudante na Sorbone, toma a decisão de ser padre. Com 43 anos é nomeado pároco, tendo como coadjutor o actual arcebispo de Paris Mons. André Vinght-Trois. João Paulo II nomeia-o bispo de Orléans e, no dia da ordenação, seu pai está presente numa cadeira da primeira fila. Após 15 meses é nomeado arcebispo de Paris.
O diálogo com os judeus, foi uma das características do Cardeal Lustiger que, no princípio, o rejeitaram. Com o passar dos anos os sentimentos de desconfiança dos judeus, dão lugar a orgulho deste filho do povo escolhido. Quando o Papa João Paulo II anuncia a sua intenção de fazer um acto de penitência pelas faltas do passado contra os judeus, o que suscitou muitas controvérsias, o cardeal Lustiger apoiou-o discretamente. Ele contribuiu para a organização da viagem do Papa à Terra Santa no ano 2000. O Cardeal procurou dialogar com os judeus ortodoxos.
Para renovar a sua Diocese, o Cardeal interessou-se pela renovação do clero, refazendo o Seminário; com a Escola da Catedral procurou a renovação do laicado, criou a Rádio Notre Dame e investiu na televisão. Para comunicar o seu pensamento e convicções publicava um livro por ano, sendo o mais conhecido e mais traduzido, «Le choix de Dieu», publicado em 1987.